terça-feira, 4 de agosto de 2015

“Nós educamos os filhos para que eles usem drogas”

“Nós educamos os filhos para que eles usem drogas”

Por Camila de Lira, 
Texto

Em entrevista, psiquiatra Içami Tiba redefine os papeis de pais e de educadores e alerta para os perigos da “cultura do prazer”

Uma pergunta que nunca sai – ou ao menos nunca deveria sair – da cabeça de pais e professores é “como educar as crianças de verdade?”. Autor de livros como “Adolescentes: quem ama educa!” e “Disciplina: Limite na Medida Certa” (ambos da Editora Integrare), o psiquiatra Içami Tiba responde esta e outras questões relacionadas à educação em seu novo livro, “Pais e Educadores de Alta Performance” (Editora Integrare).
Içami Tiba:
Divulgação
Içami Tiba: "os pais devem exigir que seus filhos façam o que é necessário"
Com 43 anos de experiência em consultório, Içami alerta os pais para os perigos da cultura do prazer.
“Nós educamos os filhos para que eles usem drogas”, comenta, avaliando a atitude de pais que oferecem tudo sem exigir responsabilidade em troca. Para ele, a família é a principal responsável pela formação dos valores e não deve jogar esse papel para a escola. Mas as escolas, por terem um programa educacional organizado, podem guiar os pais. Leia a entrevista com o autor.

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iG: Qual a responsabilidade dos pais e qual a dos educadores na educação das crianças? 
Içami Tiba: 
A família continua sendo a principal responsável pela educação de valores, mas é importante que haja uma parceria na educação pedagógica. As crianças viraram batatas quentes: os pais as jogam na mão dos professores, os professores devolvem. Pais precisam ser parceiros dos professores. Quem tem que liderar a parceria, no começo, é a escola, pois tem um programa mais organizado. Com a parceria, ambos ficam fortes. Os pais ficam mais fortes quando orientados pela escola.
iG: O que é mais importante na educação de uma criança?
Içami Tiba:
 É exigir que ela faça o que é necessário. Os pais dão tudo e depois castigam os filhos porque estes fazem coisas erradas. Mas não é culpa dos filhos. Afinal, eles não querem estudar porque estudar é uma coisa chata, mas alguma vez ele fez algo que é chato em casa? No final, a criança estica na escola aquilo que aprendeu em casa. A educação é um projeto de formar uma pessoa com independência financeira, autonomia comportamental e responsabilidade social.
iG: Como os pais podem educar bem seus filhos? Qual o segredo?
Içami Tiba:
 Um pai de verdade é aquele que aplica em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. Os pais devem começar a fazer em casa o que se faz fora dela. E, para aprender, as crianças precisam fazer, não adianta só ouvir. Elas estão cansadas de ouvir. Muitas vezes nem prestam atenção na hora da bronca, não há educação nesse momento. É preciso impor a obrigação de que o filho faça, isso cria a noção de que ele tem que participar da vida comunitária chamada família.
iG: No livro, o senhor comenta que uma das frases mais prejudiciais para se falar para um adolescente é o “faça o que te dá prazer”. Por quê?
Içami Tiba:
 O problema é que essa frase passa apenas o critério de prazer e não o de responsabilidade. Nós queremos que nossos filhos tenham prazer sem responsabilidade. Por isso eles são irresponsáveis na busca deste prazer. E o que é uma droga, senão uma maneira fácil de se ganhar prazer? A pessoa não precisa fazer nada, apenas ingeri-la. Nós educamos os filhos para que eles usem drogas. Se ele tiver que preservar a saúde dele, pensa duas vezes.

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Capa do livro
Divulgação
Capa do livro "Pais e Educadores de Alta Performance"
iG: Por que você acha que alguns pais não ensinam os filhos a ter responsabilidade?
Içami Tiba: 
Não ensinam porque não aprenderam. Estes pais querem ser amigos dos filhos e isso não faz sentido. Provedor não é amigo.

iG: Por que o pai não pode ser só amigo ou só provedor?
Içami Tiba: 
Não pode ser amigo porque pai não é uma função que se escolhe, e amigos você pode escolher. O filho é filho do pai e tem que honrar os compromissos estabelecidos com ele. Um filho não pode trocar de pai assim como troca de amigo, por exemplo. Por outro lado, o pai que é unicamente provedor, como eram os de antigamente, também não dá uma educação saudável ao filho, afinal ele apenas dá e não cobra. Pai não pode dar tudo e não controlar a vida do filho. Quando digo controle, quero dizer que o pai deve fazer com que o filho corresponda às expectativas, que o filho faça o que precisa ser feito. Um filho não pode deixar de escovar os dentes ou de estudar e o pai não pode deixar isso passar. 
iG: Como a meritocracia pode ajudar na criação?
Içami Tiba:
 O mundo é meritocrata, os pais se esqueceram disso. Ganha-se destaque por alguma coisa que a pessoa fez; se não mereceu, logo o destaque se perde. Dar a mesma coisa para o filho que acertou e para o que errou não é bom para nenhum dos dois. É preciso ser justo. Os pais precisam aprender a educar, não dá para continuar achando que apenas porque são bonzinhos vão ser bons pais. Não adianta muito um cirurgião apenas amar seu paciente; para fazer uma boa cirurgia é preciso ter técnica. É a mesma coisa com os pais.
iG: Amor e educação combinam com disciplina?
Içami Tiba: 
Disciplina é a coisa que mais combina com a educação. É uma competência que você desenvolve para atingir o objetivo que quer. Se você ama alguém, tem que ter disciplina. Os pais precisam fazer com que os filhos entendam que eles têm que cumprir sua parte para usufruir o amor. Os pais precisam exigir.
iG: Como exigir sem agressividade?
Içami Tiba: 
O exigir é muito mais acompanhar os limites, aquilo que o filho é capaz de fazer. Não dá para exigir que ele vá pendurar roupas no armário se ele não pode arrumar uma gaveta. Por outro lado, os pais não podem fazer pelos filhos o que eles são capazes de fazer sozinhos. A partir daí, quando se cria uma segurança, a exigência começa a fazer parte da convivência. Essa exigência é boa. O pai não pode sustentar e não receber um retorno. É como se ele comprasse uma mercadoria e não a recebesse.
iG: No livro, o senhor diz que todos somos educadores. Como podemos nos portar para educar direito as outras pessoas?
Içami Tiba:
 Você quer educar? Seja educado. E ser educado não é falar “licença” e “obrigado”. Ser educado é ser ético, progressivo, competente e feliz. 
http://delas.ig.com.br/filhos/educacao/nos-educamos-os-filhos-para-que-eles-usem-drogas/n1597078796088.html

Desapegue-se e seja mais feliz!

Desapegue-se e seja mais feliz!

Tudo nesta vida é dispensável, e quando há algo ou alguém do qual você não consegue viver sem, isso é apego.
Apego é estar preso. É não conseguir estar livre para ser você mesmo. Apego é o medo de perder: perder o status, perder os bens, perder o amado, perder qualquer coisa. Se você tem medo de perder, você está apegado.
Na vida, precisamos estar sempre preparados para perder, perder o que nunca possuímos, pois tudo o que temos ou desfrutamos é passageiro, é um empréstimo para aquele exato momento, mas não é seu.
Seu cônjuge, seu filho, seus pais, sua casa, seu trabalho… nada e ninguém pode lhe tirar a liberdade interior e sua capacidade de escolha. Você é o único responsável pela sua felicidade, assim como você é o único responsável pelas suas ações, e pelos seus apegos. Desapegue-se e não permita que algo ou alguém controle a sua vida.
A busca insaciável pelo prazer e a baixa tolerância as frustrações são características de pessoas emocionalmente imaturas, com pouco autoconhecimento, e também apegadas. São apegadas porque são inseguras. São inseguras e por isso precisam de apegos. Para amadurecer é preciso se conhecer e desapegar de rótulos, crenças e de tudo que julga ser essencial para viver. Pois para viver, basta você!
Desejar algo é saudável, desde que não se torne uma obsessão. O prazer deve ser pontualmente vivido, com consciência de que irá acabar, e acabando, tudo bem, outros prazeres virão e irão, e assim é a vida. O afastamento da fonte de prazer não pode gerar dependência, pois a dependência é o apego, e apego é sofrimento.
Livre-se dos apegos! Estar preso ou dependente de pessoas ou matérias despende energia. Não existe desejo, sonho ou meta imprescindível para a vida de ninguém! Adote um estilo de vida desapegado e você sofrerá bem menos.
Dicas de desapego:

1. Não dependa do reconhecimento ou da visão que outras pessoas tem sobre você.

Você não é o que os outros acham ou pensam sobre você, e nem precisa da aprovação ou concessão de ninguém para poder ser você. Se para viver bem com alguém você sente que precisa agradar, então é melhor fazer o que você tem vontade e agradar a si mesmo. Afinal, ninguém pode ser mais importante que você! Somente suas opiniões e ideias deverão nortear suas condutas. Seja honesto com você e se baste!

2. Viva com o que você tem hoje, ciente de que amanhã poderá não ter mais.

Tudo é transitório e nada é para sempre. Lide com as incertezas e aceite que o pior poderá acontecer. Desfrute o momento presente da melhor forma, e isso deve bastar!

3. Amor não pode ser obsessão. 

Quem não te quer, não merece estar contigo, então desencane e deixe a vida rolar! Viva despreocupado com as relações.

4. Administre suas vontades e escolha suas preferências, mas não dependa delas.

Seus desejos não devem manipula-lo ou seduzi-lo. Seja indiferente aos seus desejos e vontades. Você e suas escolhas deverão ser mais fortes que seus impulsos.

5. Resolva seus conflitos pessoais em vez de buscar provas de segurança.

O valor de uma pessoa não se mede pelo que ela possui nem por seus sucessos. Você não é o que possui ou quem tem ao lado, também não pode ser definido pelo seu cargo ou trabalho. Livre-se dos rótulos que possui. 
http://www.psiconlinews.com/2015/08/desapegue-se-e-seja-mais-feliz.html

Recursos humanos infinitos Vidas realizadas, vidas destroçadas

Recursos humanos infinitos

Vidas realizadas, vidas destroçadas

Enfrentar novos desafios
Enfrentar novos desafios
Todo ser humano tem recursos, isto é, qualidades específicas que permitem estabelecer realização de possibilidades e satisfação de necessidades. Neste sentido, os recursos são infinitos e passam a ser sinonimizados com possibilidades. Acontece que tudo que existe evidencia-se em contextos - em situações estruturantes de limites e condições -, consequentemente gerando obstáculos, tanto quanto liberações.
Quando o ser humano constata suas possibilidades, ele descobre recursos. Caso este processo, esta percepção, seja realizada no contexto de autonomia, que mesmo na infância pode existir, os recursos são fontes possibilitadoras de relacionamentos e de infinitas mudanças, de satisfações e descobertas.
Quando a identificação dos recursos é realizada no contexto da não autonomia, eles são meios de conseguir que o outro realize os próprios desejos e deste modo o recurso se caracteriza pela capacidade de usar, de criar condições - do engano à sedução - para que o outro realize o que se necessita.
O contínuo exercício desta atitude cria dependências afetivas, despersonaliza e transforma pessoas em objetos de prazer, de trabalho, de amor, de incentivo. Quanto mais se realiza desejos, mais se esvazia. Este sistema de drenagem estrutura os deprimidos, os viciados, os desumanizados. Transformar os próprios recursos, as próprias possibilidades relacionais, em normas e padrões determinantes de realização de desejos e objetivos só é possível quando se deixa de perceber o outro como um ser humano, quando se começa a percebê-lo como objeto, como receptáculo de desejos, como apoio para consecução de objetivos.
Transformado na expectativa do que deseja ou espera, o indivíduo consegue alienar recursos, viver em função do investimento dos mesmos. A atitude não autônoma, resultante de autorreferenciamento, aumenta cada vez mais a falta de autonomia, a falta de vontade, a falta de motivação e determinação. Deste modo, os recursos são transformados em busca de oportunidades que, para acontecer, precisam de ajuda, de suporte. Esta circunstancialização referencia tudo em termos de sorte ou de azar. Assim o indivíduo perde individualidade, perde possibilidades humanas, tanto quanto aumenta a ansiedade para realização do desejado, do prometido e esperado. Ansiedade, medo, dúvida, angustia passam a ser seus constantes e únicos recursos. Neste quadro, para não estourar, utiliza drenos representados por remédios, ajudas comunitárias, crenças protetoras e salvadoras: deuses, gurus e até políticos.
Todo ser humano é cheio de recursos, entretanto, quando esvaziado pelo autorreferenciamento, pela não autonomia criadora de metas (desejos relacionados a situações totalmente diferentes e alheias às que vivencia, mas que considera salvadoras: desde ganhar na loteria, encontrar príncipes ou princesas encantados/as, até ser ungido como poderoso que tudo consegue), ele se fragmenta, se divide, perdendo a continuidade do estar no mundo, vivenciando o presente como escuridão e parede que gera angustia e medo. Nesta situação de esvaziamento, alienação e despersonalização, seus recursos são estes: sonhos não realizados, possibilidades e potencialidades perdidas, traumas e arrependimentos criadores de medo, desconfiança e temor, consequentemente, relacionamentos frustrados, falas amargas, dúvidas nunca esclarecidas.
As possibilidades, os recursos transformados em necessidades criam entraves, dificuldades. Terra chacinada, vida destruída, humanidade superada e sufocada pelo uso, consumo e abuso do outro e de si mesmo. Ao utilizar os próprios recursos como maneira de alimentar o autorreferenciamento, se realiza autofagia; é como se nutrir do próprio organismo para continuar vivo. 
04 de agosto de 2015 
http://wsimag.com/pt/bem-estar/14689-recursos-humanos-infinitos

sábado, 1 de agosto de 2015

Se você usa calça jeans muito justa, CUIDADO!


Se você usa calça jeans muito justa, CUIDADO!


Não sei vocês, mas eu nunca curti calça jeans apertada. Primeiro, porque parece que a parte de cima da calça vai se afundar na minha pele quando eu sento. Segundo, porque sempre vou abrir o primeiro botão depois do almoço. E terceiro, porque aperta e marca as partes.
Porém, nada é mais humilhante que isso: 
O Hospital Royal Adelaide, localizado no sul da Austrália, recebeu uma paciente de 35 anos se queixando de dores e uma fraqueza muito forte nos tornozelos e nos dedos dos pés.
Ela contou que havia ficado agachada durante algumas horas enquanto ajudava a família com a mudança. Não demorou para que seus pés ficassem dormentes e ela sentisse dificuldade de andar. A pobre coitada caiu no chão e lá ficou até ser encontrada.
O diagnóstico dado foi Síndrome Compartimental. É quando o suprimento de sangue que deveria chegar a algum lugar do seu corpo sofre alguma avaria. Como os músculos da perna não estavam recebendo sangue, junto com a pressão da calça jeans, tudo inchou, comprimindo os nervos.
A mulher só voltou a andar quatro dias depois, após receber medicação intravenosa. Os médicos publicaram um estudo no Jornal de Neurologia, Neurocirurgia e Psiquiatria.
Claro que chegar a esse ponto não é tão comum (ou os hospitais estariam cheios de cantores sertanejos), mas é bom a gente saber que aquelas calças skinny podem ser um…
CALCA SKINNY

A encrenca não para por aí…

Olha só os outros problemas que o hábito de usar tudo coladinho pode causar, segundo o estudo citado acima:
Celulite: A celulite está presente em quase todas as mulheres (menos na Sabrina Sato). E quase todas as mulheres tentam se livrar dessa praga. Tudo começa por causa de um processo inflamatório (por isso termina em “ITE”, tipo gastrITE, otITE, sinusITE) na camada de gordura que reveste nosso corpo. As roupas apertadas podem intensificar a celulite, já que prejudicam a circulação.
Varizes: Outro pesadelo feminino. São aqueles vasinhos roxos que aparecem na nossa perna porque o
mundo é injusto e cruel ocorre a dilatação das veias. Se a tua calça jeans começar a apertar esses vasinhos, pode ser que eles estourem!
Infecções ginecológicas: Se o negócio não respira, vai dar problema! Sufocar as ppk’s com jeansskinny mata as bactérias legais que vivem por ali. E aí só sobram as bactérias from hell (do inferno), causando corrimentos ou infecções por fungos e bactérias, como a candidíase.
E além de tudo isso, essa “prática” ainda deforma o seu lindo corpinho!
jeans_apertado_sos_solteiros

Os homens passam ilesos?

Não! E não estou falando só da dor que os rapazes sentirão nos testículos após longos períodos embalados a vácuo. Calça jeans apertada causa dor nas costas (e isso vale para casacos e camisetas justos também), azia e prejudicam a digestão. Respira fundo, Luan, e troca o figurino!
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Se você ja pagou mais de 300 reais numa calça para uma jovem de 16 anos bem apertadinha, e não vai se desfazer dela, pode levar a peça para a costureira do seu bairro fazer uma pence, lavá-la pro tecido ficar mais maleável, ou ainda, tomar banho vestindo as calças e deixar ela secar no seu corpo – é bizarro, mas funciona!
E lembrem-se amiguinhos: Procure comprar roupas que caibam em você – e não o contrário. Pelo bem da sua saúde, claro. 
http://sossolteiros.bol.uol.com.br/se-voce-usa-calca-jeans-muito-justa-cuidado/?cmpid=fb-uolmul

Por que pessoas sozinhas permanecem sozinhas?

Por que pessoas sozinhas permanecem sozinhas?

 A solidão não é apenas algo que pode fazer alguém se sentir mal psicologicamente. De acordo com pesquisas, a solidão aumenta o risco de mortalidade de uma pessoa em até 26% – um risco comparável ao da obesidade.
Então faz sentido que a ciência se preocupe em investigar o que, exatamente, faz com que uma pessoa sozinha permaneça solitária. Existe algo que provoca esse comportamento? Uma teoria popular é que pessoas solitárias possuem um trato social menor e, por ficarem sozinhas, isso se transforma em uma bola de neve: as poucas habilidades sociais vão diminuindo.
Mas novas pesquisas indicam que esse não é o caso: na demonstração de conhecimentos sobre habilidades sociais e convivência, solitários tiveram notas maiores do que pessoas com a vida social agitada. Então não é uma falta de compreensão que impede os solitários de conviver bem em grupo. É que, durante situações em que o conhecimento deles sobre hábitos sociais precisa ser demonstrado, eles não conseguem colocá-lo em prática. Pense assim: eles entendem como agir em um grupo mas, quando estão no meio desse grupo, ficam nervosos e não agem.
Um novo estudo mostra, justamente, essa paralisia em situações sociais. Na pesquisa, publicada no periódico Personality and Social Psychology Bulletin, professores da faculdade Franklin & Marshall fizeram quatro pesquisas para demonstrar essa tendência. No primeiro, 86 estudantes preencheram formulários para que os cientistas tivessem uma noção de sua vida social.
Depois, os pesquisadores testaram as habilidades sociais deles mostrando a eles 24 faces em uma tela. Os voluntários deveriam listar quais eram as emoções mostradas em cada rosto: raiva, medo, felicidade ou tristeza. Normalmente os voluntários solitários tiravam as notas maiores. Mas aí entra a reviravolta: quando os cientistas explicavam que se tratava de um teste de habilidades sociais, os solitários tiravam as piores notas.
E o que é possível concluir disso? Estudos anteriores já haviam sugerido que os solitários são melhores em ler expressões faciais e decodificar tons de voz. Basicamente, eles prestam mais atenção nas outras pessoas por ansiar a conexão interpessoal. Mas eles ficam nervosos. Então, assim como um jogador habilidoso em frente a um pênalti decisivo, estar extremamente focado e sentir uma pressão interior enorme pode levar a um erro que eles saberiam evitar na teoria.
E é possível reduzir essa pressão? Nessa nova pesquisa, os cientistas acharam um atalho. Eles ofereceram aos estudantes solitários uma bebida energética e falaram que a ansiedade que eles estavam sentindo diante da experiência social era culpa da ingestão da cafeína. Em outras palavras, deram aos solitários algo em que colocar a culpa de sua ansiedade que não eles mesmos. E então as notas deles nos testes voltaram a subir, mesmo que eles soubessem que se tratava de um experimento social.
Caso você seja um solitário, pode ser extremamente difícil ‘se enganar’ e deixar de ficar nervoso ao tentar deixar uma boa pressão. Mas uma forma de tentar é a sugestão dessa pesquisa de Harvard: ao ‘transformar’ o nervosismo em empolgação, participantes foram capazes de realizar tranquilamente tarefas bizarras como cantar em público. Não é fácil ou automático, mas vale a tentativa.
Via Science of Us


Veja mais em: http://www.equilibriovida.com/2015/07/por-que-pessoas-sozinhas-permanecem-sozinhas/#ixzz3hajzWcDa

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